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Neste livro os autores procuram contribuir para responder a um dos desafios contemporâneos da ciência: como delinear os contornos de novas formas “abertas” de fazer ciência. Este é um trabalho onde se questiona a ciência praticada no... more
Neste livro os autores procuram contribuir para responder a um dos desafios contemporâneos da ciência: como delinear os contornos de novas formas “abertas” de fazer ciência. Este é um trabalho onde se questiona a ciência praticada no século XX à luz das novas práticas científicas, num contexto de transformação social mais alargado: a emergência da sociedade em rede e o despontar de uma ciência de base informacional.

As tendências identificadas constituem contributos para a compreensão do que será e como será o funcionamento da ciência no séc. XXI. Os autores sugerem que a partilha formal e informal de conhecimento científico nas redes digitais adquire já hoje uma expressão considerável junto dos profissionais da ciência, e que o enquadramento institucional do trabalho científico parece estar a mudar para incluir mecanismos de incentivo a essas práticas. Debate-se assim o que é hoje a Ciência Aberta, mudança de paradigma científico ou de paradigma de investigação? É a Ciência Aberta um novo movimento social ou uma mera partilha de práticas? E é a ciência praticada em Portugal diferente da praticada em outros contextos europeus? Estas são algumas das perguntas a que se procura responder, ao mesmo tempo que se tenta propor uma definição de Ciência Aberta assente na adoção de processos de abertura na publicação completa, franca e rápida, na ausência de restrições relativas a propriedade intelectual e na transparência, radicalmente aumentada, em fases de pré e pós-publicação, de dados, instrumentos, software,atividades e decisões dentro dos grupos de investigação.
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Abstract: Este trabalho aborda as práticas e representações dos investigadores nacionais face a formas abertas de fazer Ciência e, mais concretamente, quais as posições relativas das relativamente a essas questões. Procura-se compreender... more
Abstract: Este trabalho aborda as práticas e representações dos investigadores nacionais face a formas abertas de fazer Ciência e, mais concretamente, quais as posições relativas das relativamente a essas questões. Procura-se compreender como os investigadores se relacionam com a utilização das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no trabalho científico, com a disponibilização de dados e outros conteúdos científicos na Internet, e com a publicação de artigos em regime Open Access.
The new peer-to-peer (P2P) technologies have impacted the film industry, which advocates sanctions against the downloading and sharing of products found on the Internet. But the economic effect of file sharing on the film industry remains... more
The new peer-to-peer (P2P) technologies have impacted the film industry, which advocates sanctions against the downloading and sharing of products found on the Internet. But the economic effect of file sharing on the film industry remains difficult to determine. In this article, we ask whether file sharing networks will affect the survival or potential growth of European cinema. The steady decline in traditional film distribution channels for European productions—cinema theatres and direct sales or renting—is leading to the emergence of new distribution channels. And yet the results of the movie industry’s calls—including those voiced by its European players—for stronger legislation against these same distribution channels are making their way through Europe by means of enforcement tools like HADOPI and other graduated response programs. Our hypothesis is that this offensive runs the risk of condemning a potential open distribution network and commons business model at its birth. For this, we start by clarifying the emerging global P2P phenomenon; we then stipulate what we mean by European cinema, outline its peculiar traits, and contrast it with North American cinema. Finally we compare the consumption of European film in theatres with the availability of seeds and leechers for European cinema in P2P networks.
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O pressuposto de partida é simples: tradicionalmente focados na esfera do impresso (livros, jornais, revistas), pode dizer-se dos vários estudos e inquéritos que, no plano nacional, a sociologia vem desenvolvendo, ao longo das últimas... more
O pressuposto de partida é simples: tradicionalmente focados na esfera do impresso (livros, jornais, revistas), pode dizer-se dos vários estudos e inquéritos que, no plano nacional, a sociologia vem desenvolvendo, ao longo das últimas duas décadas, em torno dos hábitos e práticas de leitura da população portuguesa (Freitas e Santos, 1992; Pais, 1994; Freitas, Casanova e Alves, 1997; Neves, 2011) que os mesmos adoptam uma perspectiva pré-Internet. Considerando que “a importância de uma sociologia da leitura tal como se constituiu” coloca um conjunto de questões ligadas “ao seu objecto e à adaptação dos seus métodos a uma realidade em evolução” (Furtado, 2000: 188), compreender como se estruturam as experiências de leitura dos portugueses quando efectivadas a partir de um ecrã de computador1 ou através da utilização de outros interfaces digitais afigura-se então fundamental, e isto num modelo de sociedade cujo paradigma da tecnologia da informação (Castells, 2002) interfere nos mais diversos domínios da existência individual e colectiva.
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Opresente trabalho pretende refletir acerca de uma temática bastante atual e pertinente— a abertura da ciência (open science) enquanto movimento social, isto é, enquanto prática promovida pelo meio científico, no sentido de dar maior... more
Opresente trabalho pretende refletir acerca de uma temática bastante atual e pertinente— a abertura da ciência (open science) enquanto movimento social, isto é, enquanto
prática promovida pelo meio científico, no sentido de dar maior viabilidade à ciência, torná-la mais próxima da sociedade e proporcionar maior partilha de conhecimentos no interior da própria comunidade científica, diminuindo as restrições
de acesso e partilha de ferramentas de pesquisa, bases de dados e publicações dos resultados das pesquisas.
O interesse pelo tema resulta de uma reflexão já com vários desenvolvimentos e da perceção de que os fenómenos de abertura da ciência estão em franca expansão e crescimento.
Ainda que não exclusivamente, a base fundamental deste trabalho é um projeto de investigação designado Ciência Aberta. Investigar, Publicar e Divulgar Ciência na Sociedade em Rede, realizado no âmbito do CIES-IUL, com o financiamento da
Fundação Calouste Gulbenkian.
Para a realização desta pesquisa mobilizaram-se elementos teóricos, mas também fontes menos convencionais, como é o caso de textos de blogues, artigos jornalísticos, entre outras, confrontando essa informação com os dados empíricos
provenientes de um inquérito por questionário aplicado a investigadores nacionais e investigadores integrados na rede de cooperação científica Cost (European Cooperation
in Science and Technology), a qual opera desde 1972 no espaço europeu, envolvendo mais de quatro dezenas de países.
Oestudo que serviu de base à constituição deste livro pretendeu, assim, combinar as duas componentes referidas anteriormente: porumlado a fundamentação teórica, em conjunção com informações resultantes de outras índoles, como é o
caso dos artigos de jornais; e, por outro lado, uma componente empírica alicerçada e relacionada com a componente anterior.
Opresente texto pretende dar resposta a umdesafio: a delineação dos contornos de novas formas “abertas” de fazer ciência.
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Este livro é o produto do trabalho desenvolvido por um conjunto de investigadores das áreas das ciências sociais e da economia, no contexto do Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (ISCTE-IUL) em Lisboa e de projectos e parcerias... more
Este livro é o produto do trabalho desenvolvido por um conjunto de investigadores das áreas das ciências sociais e da economia, no contexto do Centro de Investigação e Estudos em Sociologia (ISCTE-IUL) em Lisboa e de projectos e parcerias internacionais. Muitas das temáticas aqui abordadas foram também apresentadas no conjunto de seminários que, a convite de Manuel
Castells, realizei no Internet Interdisciplinary Institute (IN3) em Barcelona em 2010 e 2012. O nosso trabalho de observação e análise incidiu sobre um conjunto diferenciado de registos espaciais que incluem países dos diferentes continentes. Estes trabalhos foram apresentados em conferências internacionais
ou serviram de base para relatórios de redes de investigação, ou foram mesmo publicados em versões iniciais, mas nunca antes foram alvo de uma interpretação global sobre o que eles nos dizem do que é a comunicação contemporânea. Daí que este seja um livro tanto prático, como teórico. É um livro que procura responder tanto a ansiedades das disciplinas científicas que
estudam a comunicação quanto as que assaltam as empresas na tentativa de compreender o que lhes espera no futuro próximo. Acima de tudo, este é um livro que procura colocar questões diferentes para tentar obter respostas diferentes.
Respostas sobre como compreender o que está a ocorrer com a sociologia na sua busca de perceber a realidade. Respostas sobre o papel dos ecrãs e da mediação nas nossas culturas e sociedades, mas também respostas muito concretas sobre
o que espera o cinema europeu nas suas relações com os seus públicos ou das dinâmicas familiares que se estabelecem entre pais e filhos no contexto dos novos modelos de comunicação nos agregados familiares.
Este é também um livro sobre como se investiga quando os objectos de estudo estão para além da dimensão nacional e envolvem a comparação de realidades tão díspares como os Emirados Árabes Unidos, a China, Portugal e os Estados
Unidos, ou quais as culturas que a comunicação de rede está a criar e que podem estar a mudar as nossas vidas num contexto de crise.
Mas, da mesma forma que a crise global, iniciada em 2007, coloca desafios às nossas vidas pessoais no quotidiano, também coloca escolhas difíceis às empresas do sector da comunicação. Tal torna imperativo questionar o que é hoje a televisão, a rádio, a imprensa escrita e fazê-lo num contexto de interpretação da sociologia dos ecrãs.
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